Em 2018, fui convidada para falar sobre "Como escrever um artigo técnico" no WomenIT, que aconteceu na IBM Tutóia.
Acho que foi minha primeira apresentação em algum evento técnico. Lembro-me de estar preocupada em montar algo simples, mas completo - que servisse de guia, mas não de muleta, e que as participantes pudessem consultar e utilizar depois.
Preparei a apresentação em formato de um mapa mental, desenvolvendo um dos ramos em cada slide.
Ao final, havia também alguns slides de apoio com informaçòes adicionais que poderiam ajudar as participantes a trabalhar em seu CTA (Call to Action): escrever um artigo sobre tecnologia para publicação como Mini Paper do TLC-BR (Technology Leadership Council Brasil), filiado à IBM Academy of Technology.
O mapa mental que resultou dessa apresentação, entitulada Artigos Técnicos, e eu com isso?! ...desafios à vista, é bastante completo e, acredito, continua útil. Por isso, em vez de reproduzir todo o conteúdo aqui, vou simplesmente compartilhá-lo:
Ele está dividido em 7 ramos principais:
- Por que escrever?
- O que escrever?
- Para quem escrever?
- Quando escrever?
- Como escrever?
- Escrevendo
- Publicando
Uma lição sobre quando escrever
Gostaria de destacar um desses ramos: Quando escrever?
Na apresentação, listei três pontos:
- Oportunidade
- Prazo
- Relevância
Por que chamar a atenção para isso? Para compartilhar uma experiência e, quem sabe, ajudar outras pessoas a não cometerem o mesmo erro que eu cometi muitas vezes.
Tenho dificuldades para escrever. Não é algo que faço de forma fácil ou natural - com raríssimas exceções. Some-se a isso o meu perfeccionismo, que muitas vezes acaba se otnrando um belo bloqueador de entregas. Afinal, o perfeito é inimigo do feito.
O resultado dessa combinação? Muitas vezes, perco oportunidades. Perco o timing.
Um Call for Papers tem um prazo para terminar. Uma experiência em um evento pode render um bom artigo, mas, se eu demorar demais para escrevê-lo, o momento já passou. E uma tecnologia ou tendência pode deixar de ser relevante - ou até começar a se tornar obsoleta - enquanto ainda estou tentando encontrar a melhor forma de abordar o assunto.
Não basta ter algo relevante para compartilhar. É preciso conseguir compartilhar enquanto isso ainda faz sentido, enquanto isso ainda é relevante.
E é aqui que entra uma recomendação que também preciso lembrar de seguir, até hoje:
Tem uma ideia? Escreva!
Monte um mapa mental, anote algusn tópicos em um papel, pesquise sobre o assunto, leia, discuta com colegas. Mas registre suas ideias!
Quando você reúne as informações, organiza os pensamentos e começa a enxergar as conexões entre eles, já tem boa parte do trabalho encaminhada. Depois, é só constuir a história, o storytelling.
Isso não significa abrir mão da qualidade, da revisão ou do rigor técnico. Significa não deixar que a busca pela versão perfeita impeça a existência da primeira versão.
Afinal, como dizia um professor meu no MBA: se eu não tiver vergonha da minha primeira versão, é porque demorei demais para lançá-la (ele falava sobre releases de softwares, produtos, mas um artigo não é um produto?)
E a Inteligência Artificial?
O acesso à IA Generativa tornou-se mais comum somente após o lançamento do ChatGPT para o público, ao final de 2022. Então uso de IA/GenAI na escrita não fez parte da apresentação original.
Não vou tentar incorporar esse tópico ao mapa agora. Talvez, mais à frente, eu faça uma publicação dedicada a esse assunto.
Enquanto isso, deixo aqui um artigo de opinião que escrevi recentemente, explorando justamente e relação entre IA, escrita, autenticidade e humanidade:
AWPoV - Quando a IA vira nossa régua de humanidade.
E você? Tem alguma dica, experiência ou reflexão sobre escrita, artigos técnicos e Inteligência Artificial?
Compartilhe nos comentários. Vamos trocar figurinhas e expandir nosso conhecimento!
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